Para nós, profissionais de comunicação, são tempos que encerram grandes desafios
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Opinião
2016, a internet das coisas
11 de dezembro de 2015
 

por Jorge Azevedo


Aposto que grande parte dos leitores do LigateàMedia está a pensar algo do género “Mas já passou um ano?”. Aqui estamos, perto do final de mais um ano repleto de desafios, enquanto nos preparamos para outro, que todos esperamos ser de grande dinâmica e sucesso. É sempre assim, analisamos o passado com um olhar crítico e aguardamos com otimismo o que futuro nos reserva.

No caso das agências de Relações Públicas, foram mais 365 dias para reforçar as competências e serviços no mundo digital, enquanto assistimos ao triste fado – pleonasmo? – de alguns meios de comunicação social. SOL e I estão prestes a fechar a porta, discute-se o destino do Público, outros meios continuam a reduzir as equipas de trabalho. Enquanto isso, o Facebook continua a crescer (já estamos com cerca de 5,5 milhões de portugueses inscritos) e prepara-se para lançar, em 2016, um motor de busca dentro do seu próprio ecossistema e um super assistente virtual no Messenger. Para mais, o Instagram anunciou a abertura para 2016 da sua plataforma de publicidade não intrusiva, o que deverá levar um grande número de companhias ligadas ao grande consumo a direcionar o seu budget de marketing para esta rede.

Por outro lado, as dinâmicas de social advertising e da fragmentação das audiências estão a contribuir para uma crescente aproximação entre as Relações Públicas e o Planeamento de Meios. É o casamento de conveniência entre o conteúdo relevante, o storytelling e campanhas de engagement com a análise e segmentação de audiência, pesquisa e gestão da performance de uma campanha através de indicadores objetivos. As agências de publicidade já compreenderam esta nova dinâmica e algumas agências de comunicação e Relações Públicas caminham para um posicionamento mais global.

Com a explosão da comunicação digital, torna-se imperativo também que o conteúdo gerado por determinada marca seja realmente relevante para seus seguidores. Um conteúdo que vá ao encontro dos interesses e paixões dos fãs da marca terá mais probabilidade de potenciar interação, envolvimento e contribuir para o crescimento orgânico da página. Neste contexto, as agências de comunicação poderão ser de grande utilidade para as marcas e empresas.

Outra das ferramentas digitais que continuará a crescer em termos de impacto será o social video, até porque já não está limitado ao canal YouTube. Tanto o Facebook, como o Snapchat e o Instagram, já estão a reforçar as suas respetivas redes com ferramentas de video streaming e este aumento da concorrência certamente ajudará a impulsionar a inovação nesta área. Além disso, estão a surgir novas aplicações para permitem a criação e partilha de vídeos em tempo real e todas com grande sucesso, como é o caso do Periscope, que conta hoje com mais de 10 milhões de utilizadores registados.

Para nós, profissionais de comunicação, são tempos que encerram em si grandes desafios, mas a nossa formação e experiência permite-nos contar uma história, seja por palavras ou imagens, online ou offline, cativando e influenciando.

Para todos os leitores, votos de um excelente Natal e um 2016 repleto de sucessos!




Jorge Azevedo

Managing Partner, Guess What

Licenciatura em Comunicação e Relações Públicas na Universidade Autónoma de Lisboa


   

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