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Ricardo Tomé sai da RTP para a Media Capital Digital
13 de março de 2014



Ricardo Tomé, até agora coordenador da área de conteúdos e plataformas multimédia da RTP Online, vai rumar à Media Capital para assumir o cargo de diretor coordenador da Media Capital Digital. Com uma longa experiência na gestão de projetos na área digital e multimédia, como o RTP Play, a app de segundo ecrã 5i e a definição e coordenação de estratégias para as redes sociais do universo RTP, Ricardo Tomé vai ficar agora responsável pelo reforço da liderança da Media Capital Digital, pelo fortalecimento dos laços das marcas de televisão e de rádio com os seus públicos e pelo desenvolvimento de novos projetos na área do digital. À data da celebração do 57.º aniversário da RTP, o LigateàMedia falou com Ricardo Tomé. Uma conversa de olhos postos no futuro, sobre a presença online da estação pública e as grandes apostas. A última entrevista que Ricardo Tomé deu como membro da família RTP.

Foi há sensivelmente 16 anos que a RTP deu os primeiros passos na internet. Foram criados dois sites, um dedicado à televisão, à data apenas RTP1 e RTP2, e outro dedicado à Antena 1. Após um longo percurso, a RTP, assídua também nas redes sociais, conquistou uma ampla presença digital. Desde que está presente na web, a RTP tem vindo a crescer e a melhorar-se. A primeira grande reformulação ocorreu em 2001, como explica Ricardo Tomé, com o primeiro relançamento, o do novo website da RTP. Mais tarde, chegou a informação produzida em exclusivo para o online. “A terceira fase de mudança deu-se em 2004, quando unimos, sob o mesmo endereço – www.rtp.pt –, todo o universo de rádios, que entretanto já contava com sítios próprios para a Antena 1, Antena 2 e Antena 3”, aponta o responsável.

Em 2010 teve lugar a criação do serviço e da marca RTP Play, “que dotou o online daquela que ainda hoje permanece como a área mais visitada mensalmente”. Ricardo Tomé ressalva ainda que, nos últimos anos, a RTP tem desenvolvido um grande trabalho para potenciar a presença junto do público nas redes sociais e, internamente, junto das direções de conteúdos para a extensão dos programas nas suas vertentes interativas. 2013 ficou marcado pelo nascimento de projetos autónomos, como o portal Ensina RTP.

A direção multimédia da RTP é responsável pela gestão de algumas das páginas nas redes sociais, tanto dos canais de televisão, como das rádios e dos programas de maior audiência. Assume, contudo, a função de “área pivot de coordenação e apoio para as restantes”. Ricardo Tomé enumera quatro canais no YouTube, cerca de 15 no Twitter e mais de 65 no Facebook: “O que fazemos é criar e partilhar boas práticas e dar apoio. Na maioria dos casos, são as equipas de produção quem gere as contas do programa nas redes sociais.”

Em termos de receita, Ricardo Tomé explica que as receitas da RTP estão agregadas ao total, na direção comercial: “A obtenção de receita é, na maioria dos casos, feita em 360.º.”

O coordenador da RTP Online acredita que a estação pública se destaca “muito” dos concorrentes. “Temos uma vocação que é plural e de serviço público. Procuramos sobretudo estar mais próximos dos espectadores e ouvintes, tanto em Portugal como fora do país, e obter o máximo de audiência. Isto explica o porquê da nossa grande aposta nas redes sociais. São excelentes canais de relacionamento e de proximidade. Apostamos também noutras plataformas, como o YouTube, por serem potenciadoras de uma audiência sem par, além da receita associada que geram e que nos permite reinvestir em infraestrutura tecnológica que suporte esses acessos e novos conteúdos.” Ricardo Tomé destaca ainda o facto de as plataformas online da RTP serem de acesso livre e gratuito.

5i, a primeira app de segundo ecrã em Portugal, by RTP


A RTP apresentou, no início de fevereiro, a 5i, a primeira app de segundo ecrã em Portugal, que vai permitir, aos espectadores em casa, participar no que se faz do outro lado do ecrã. Gratuita para smartphones e tablets, a aplicação pretende oferecer uma nova experiência de consumo de televisão, assente em cinco “is” – inovadora, interativa, inimaginável, inacreditável e ilimitada. Para já, a app está disponível para o programa “5 Para a Meia-Noite” e, em breve, para o “The Voice Portugal”.

Através da 5i, os telespectadores podem interagir nas redes sociais, participar em votações em tempo real, enviar mensagens, aceder a conteúdos extra e pesquisar e partilhar informação. A criação e o lançamento da app insere-se na estratégia de inovação tecnológica e gestão de media, assegurada pelo PIMS, o cluster criado em outubro. A app foi inteiramente desenvolvida por uma das nove empresas do grupo, a InnoWave.

Ricardo Tomé refere que há em Portugal, nesta área, “muitos projetos fortes, interessantes e motivadores de uma concorrência saudável”. E, para o responsável, “isso é bom”. A vantagem da RTP no mercado online é, assegura Ricardo Tomé, ter sido sempre pioneira na inovação: “Temos esse feedback nos números, na recetividade do público e nalguns meritórios prémios que temos alcançado, desde a web ao mobile.” No que toca às apps de segundo ecrã, a RTP é pioneira.

No mês do lançamento, a 5i registou 100 mil instalações. O investimento inicial já está, aliás, pago, avança Ricardo Tomé. No “5 Para a Meia-Noite”, o feedback foi “ótimo e aproximou ainda mais os espectadores e a comunidade, no direto e depois, ao longo do dia”, afirma o coordenador da RTP Online. A escolha do programa ideal para testar a app recaiu sobre o talk show por se tratar de um formato de produção própria, já que num formato internacional, como o “The Voice”, seria mais difícil consegui-lo. O “5 Para a Meia-Noite”, com uma sólida comunidade de fãs, permite, à RTP, obter um feedback qualitativo e construtivo e aprender mais depressa, garante Ricardo Tomé. Alargar o âmbito da aplicação a todos os programas da RTP não é uma ambição: “Alargaremos até onde faça mais sentido e se justifique. Para além disso, há sempre investimento associado, que deve ser gerido cabalmente.”

Ricardo Tomé promete mais novidades para este ano, relacionadas sobretudo com o vídeo e com o RTP Play. Para o mobile, são esperadas mais aplicações 5i e aplicações tradicionais que vão reforçar a oferta da RTP de conteúdos para smartphones e tablets.
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