Para 29% dos gestores nacionais, a crise grega encabeça a lista de fatores que vão ameaçar o desempenho da economia portuguesa no segundo semestre
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Gestores receiam que crise grega afete recuperação de Portugal
24 de julho de 2015


Com ou sem “grexit”, a atual situação vivida na Grécia ao longo das últimas semanas terá um impacto negativo na recuperação económica de Portugal. Esta é a convicção de seis em cada dez (58%) dos empresários e gestores inquiridos pelo Barómetro Kaizen. A taxa de câmbio da moeda europeia, a reação da Bolsa e o efeito psicológico que toda esta situação está e poderá provocar na mente de consumidores e empresários são, para o painel e pela respetiva ordem, os principais canais de contágio que poderão trazer a turbulência à economia nacional.

Apontada por quase um terço dos inquiridos (29%), a situação económica da Grécia encabeça a lista de fatores que os empresários e gestores nacionais consideram que vão ameaçar o desempenho da economia portuguesa no segundo semestre de 2015. Seguem-se as eleições legislativas (26%) e, em terceiro lugar, a crise do mercado angolano (24%).

A nuvem pesada que paira sobre a economia europeia e a aproximação de um novo sufrágio não abalam, contudo, a confiança dos empresários nacionais que atinge, em julho, os 12,7 valores – escala de 0 a 20, subindo 0,7 valores, face ao período homólogo de 2014. Trata-se de um novo máximo desde que a confiança da classe empresarial começou a ser medida pelo Barómetro Kaizen em janeiro de 2013.

À conta dos recentes desenvolvimentos protagonizados pelo Governo de Atenas e pelo Eurogrupo, muitas foram as vozes que se insurgiram contra o plano de austeridade imposto pela troika na Grécia e em resgates anteriores, e muitos são aqueles que põem em causa o projeto económico europeu. 69% dos inquiridos concordam com o modelo de austeridade a que os países alvos de resgate foram sujeitos, considerando que o memorando de entendimento pressupõe o cumprimento de metas, reformas e compromissos previamente estabelecidos.

A maioria não corrobora a ideia de que projeto económico europeu é um programa falhado. 34% alegam que a intervenção das instituições europeias foi determinante para minimizar o impacto da crise que teve início em 2008 e 29% defendem que a Europa sairá mais forte de todo este processo.

O Barómetro Kaizen é um inquérito promovido pelo Kaizen Institute junto de um painel composto por mais de 150 gestores de topo de empresas do panorama nacional, com o objetivo de aferir, semestralmente, as motivações, apreensões e necessidades do tecido empresarial português.r>
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