Uma das conclusões indica que os portugueses têm uma preocupação ambiental acima da média dos países europeus mais ricos e também dos Estados Unidos
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Fórum do Consumo divulga primeiros resultados do Observatório do Consumo Consciente
23 de novembro de 2015


O Fórum do Consumo divulgou ontem, na Conferência de Consumo Digital, promovida no âmbito da Alimentaria, em Lisboa, as primeiras conclusões do Observatório do Consumo Consciente. Desenvolvido em conjunto com a GfK, a Universidade Lusófona e o IADE, o Observatório apresenta “os resultados do estudo que procura ser uma base permanente para a avaliação da evolução do consumo consciente em Portugal”.

De acordo com a análise, que envolveu 1.261 entrevistados, os portugueses apresentam uma preocupação ambiental em linha com os níveis internacionais – segundo o Greendex 2104 – e acima da média dos países europeus mais ricos, como França, Alemanha e Grã-Bretanha, e também dos Estados Unidos. Esta preocupação atinge níveis semelhantes à de países emergentes, como é o caso do Brasil.

O Observatório indica também que o estatuto socioeconómico continua a ter influência na preocupação e perceção dos problemas ecológicos e de sustentabilidade, “estando os indivíduos de estatuto superior dispostos a pagar por produtos de menor impacto ambiental, porém com atitudes contraditórias”. Nestas últimas incluem-se, por exemplo, a utilização contínua do automóvel, em detrimento dos transportes públicos, e o consumo de água engarrafada.

Em relação aos comportamentos cívicos de índole social e ambiental, os portugueses revelam “uma baixa atividade de apoio ativo”, com uma participação de apenas 2,8% dos inquiridos em ONG de cariz ambiental, 2,1% em petições a favor de causas ambientais e 4,9% em causas sociais.

Quanto às expetativas dos portugueses no que respeita à situação económica que Portugal atravessa, “continuam a manter-se em níveis negativos, porém com ligeiros indicadores positivos para o futuro próximo”, conclui o Observatório do Consumo Consciente.

José António Rosseau, presidente do Fórum do Consumo, entende que “estes primeiros resultados são interessantes, não pelos dados referentes ao mercado nacional, mas sim pelo posicionamento e enquadramento das atitudes de consumo conscientes por parte dos portugueses, quando comparados com outros países”. O responsável sublinha ainda que “este é o primeiro passo para podermos ver como os portugueses vão alterar os seus hábitos de consumo e de ativismo social e ecológico, pois ainda existem algumas contradições muito grandes entre o conhecimento e a atividade real do consumidor português”.
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